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30/04/2020 • Administração leva água a produtores rurais afetados pela seca prolongada.

A seca está atingindo com força o estado do Rio Grande do Sul desde novembro de 2019. Em Progresso, é comum ver o cenário de açudes vazios, terra rachada, estradas empoeiradas, caminhões pipa socorrendo famílias que não tem mais água para beber, animais se alimentando de pasto seco. Prejuízos afetam a produção de gado, leite, milho, tabaco, avicultura e suinocultura de corte. A chuva abaixo da média, ou a falta dela, agrava ainda mais esse cenário adverso e a Administração Municipal não mede esforços para amenizar o impacto da ausência de chuvas e das perdas com o desabastecimento. Diariamente, o trabalho conjunto da Secretaria de Agricultura e Gestão Ambiental e Secretaria de Obras, leva a localidades rurais o equivalente a 50 mil litros de água, sendo 45 mil litros para o consumo animal e 5 mil litros de água potável para consumo humano, através de dois caminhões pipa, além da distribuição de bombonas de água potável à população pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania. Esse trabalho vem sendo executado ao longo da crise hídrica e conta com o apoio do prefeito Gilberto Gaspar Costantin e coordenação do vice-prefeito Adriano Guargani, que também auxilia no transporte. A entrega das bombonas é supervisionada pela secretária de Assistência Social, Adriana Schneiger. São mais de 100 famílias beneficiadas com o serviço de fornecimento de água, que é levada para reservatórios, já que o volume das captações está limitado pela falta de chuva.
O prefeito municipal, Gilberto Gaspar Costantin, demonstra preocupação com a situação. “Não temos medido esforços para solucionar os problemas causados pela estiagem à população", afirma. "A região alta é uma das mais afetadas pela seca. Lagos e nascentes estão secando, muitos produtores estão sem alojar animais por falta de água, por isso a importância do fornecimento de água aos produtores rurais para, ao menos, amenizar prejuízos. Essa situação terá um grande impacto na economia dos agricultores e, consequentemente, do município", acrescenta. O prefeito também lembra que investimentos estão sendo executados em aberturas de poços, instalação de redes de água, caixas d'água e maquinário para realização das obras. Cita ainda a pandemia do Coronavírus (COVID-19) que, em meio à estiagem, paralisa o município e que gera grandes danos sociais e econômicos. "Ainda que essa situação da falta de chuvas se normalize, o produtor vai colher o suficiente para cobrir seus custos. Para se recuperar mesmo, talvez na próxima safra”, finaliza. Progresso está entre os municípios em que os agricultores podem procurar a renegociação dos contratos e/ou crédito para aplicação na agricultura devido ao Decreto de Emergência homologado em consequência da estiagem.
Os efeitos da seca prolongada, que castiga os agricultores se refletem no município como um todo, cuja economia depende essencialmente do setor primário. Entre todas as culturas, o caso do milho é o mais grave. Levantamento feito pela Emater/RS-Ascar do município juntamente com a Secretaria de Agricultura e Gestão Ambiental aponta perdas de 70% no cultivo de milho em grão e também prejuízos de 70% no cultivo de milho para silagem. "A maioria dos produtores procurou ensilar as lavouras antecipadamente, mesmo sem a formação de espigas, para poder aproveitar a massa verde antes que a planta toda ficasse seca e não pudesse mais ser ensilada", informa o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar do município, Marcos Bender. "Isso gera uma nova situação em que, quando o produtor for utilizar essa silagem para o trato animal, não terá um material de qualidade, levando a registrar prejuízo no leite", complementa. Outro ponto que está levando a uma quebra de aproximadamente 20% da produção leiteira na unidade produtiva é o pasto, que está ressecando e morrendo devido à escassez de água. Todas essas situações afetam o gado leiteiro com a perda de peso e de níveis de produção.
Nas lavouras de tabaco as perdas chegam a 25%. A cultura, num primeiro momento, sofreu com o excesso de chuvas e depois amargou com o excesso de sol, pois as folhas queimadas interferiram na qualidade do produto. Somadas todas as culturas, o prejuízo estimado é de mais de R$ 22 milhões, de acordo com o levantamento.
Modelos meteorológicos mostram retomada das precipitações em algumas regiões do Estado até o final da primeira quinzena de março, mas de maneira esparsa e em pequenos volumes. Para abril, a projeção é de uma situação um pouco mais chuvosa pela chegada do outono, mas nada que possa reverter as perdas já registradas.


Fonte: • Publicada em 30/04/2020, 08:46:19
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